Dica de Interpretação de Texto – Será o fim do livro de papel? Caiu no Enem

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A discussão sobre “o fim do livro de papel” com a chegada da mídia eletrônica me lembra da discussão idêntica sobre a obsolescência do folheto de cordel. Os folhetos talvez não existam mais daqui a 100 ou 200 anos, mas, mesmo que isso aconteça, os poemas de Leandro Gomes de Barros ou Manuel Camilo dos Santos continuarão sendo publicados e lidos – em CD-ROM, em livro eletrônico, em “chips quânticos”, sei lá o quê. O texto é uma espécie de alma imortal, capaz de reencarnar em corpos variados: página impressa, livro em Braille, folheto, “coffee-table book”, cópia manuscrita, arquivo PDF… Qualquer texto pode se reencarnar nesses (e em outros) formatos, não importa se é Moby Dick ou Viagem a São Saruê, se é Macbeth ou O livro de piadas de Casseta & Planeta.
(TAVARES, B. Disponível em: http:// jornaldaparaiba.globo.com)
Ao refletir sobre a possível extinção do livro impresso e o surgimento de outros suportes em via eletrônica, o cronista manifesta seu ponto de vista, defendendo que: “os textos continuarão vivos e passíveis de reprodução em novas tecnologias, mesmo que os livros desapareçam”. Quando o autor afirma que “o texto é uma espécie de alma imortal, capaz de reencarnar em corpos variados”, defende o ponto de vista de que os textos não dependem do papel impresso para existir, mas, pelo contrário, que são passíveis de se materializar em formatos diversos.
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